Novos confrontos na Grécia: Crónicas da minha ignorância…
«Novos protestos ocorridos hoje na Grécia entre manifestantes e a polícia originaram confrontos entre milhares de pessoas, sobretudo jovens, que protestam contra a recente morte do adolescente Alexis Grigoropoulos, e as forças da ordem. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas e outras 400 foram detidas durante os protestos de acordo com a BBC. (…)»
Ora, descontando as diferenças de pormenor entre versões, consta que o adolescente Alexis Grigoropoulos faria parte de um grupo de duas ou três dezenas de jovens que apedrejavam um carro da polícia e que, pelo menos ele, se preparava para atirar ou atirou um “cocktail Molotov” contra o mesmo carro.
Não percebo… Ignorância a quanto obrigas… Se já havia protestos e foi num protesto que ele morreu, os protestos “são porque ele morreu” ou “por que ele morreu”?!
«(…) Os controladores aéreos são o último sector público a aderir à greve que paralisa a Grécia há vários dias.»
Mas afinal, o problema é a morte do adolescente ou não?! Arre! Isto é complicado… Greve paralisa a Grécia há vários dias… Hmmm…
«Abaixo o governo de sangue, pobreza e privatizações (…)»
Subscrevo: Abaixo qualquer governo de sangue e de pobreza. Mas “e privatizações“?!!
Os mais incautos poderiam até pensar que outras forças, políticas ou não, se alinham e conjugam nesta confusão… Digo eu…
«(…) Centenas de lojas e bancos foram vandalizados.»
Ok. Esta parte eu percebo. As centenas de lojas e bancos que foram vandalizados, foram-no porque… Ai! Eu sei esta! Eu sei esta! Não digam… Tenho a resposta mesmo debaixo da língua…
Porque os donos e os funcionários tinham cara de polícias?! Não. O pessoal, na Grécia, sabe a cartilha anti-liberal toda de cor, desde a primeira classe?! Não, também não.
Já sei! O primeiro-ministro grego não ofereceu o “Magalhães” à malta?! Não?!
Porra! Ok. Desisto.
Está visto. Não percebo nada disto.

Está claro que não percebe. Não pode!
A percepção destes fenómenos complexos de natureza sociológica está reservada a seres intelectualmente superiores. Gente muito acima dos patamares de normalidade em nos situamos. Gente de esquerda, portanto. Muito “de esquerda”!
Eu percebo! Têm mais liberdade e mais riqueza para destruir que no Zimbabwe, Venezuela, Coreia, Equador, Cuba, etc. A polícia é muito mais branda que na Rússia: em poucos minutos dispersou uma manifestação ordeira contra o aumento de um imposto. Na Grécia nada fez apesar das dezenas de tentativa de assassinato destes malucos. A hipocrisia e a falta de moral da esquerda não tem limites conhecidos.