Das Linhas de Crédito, do Plano Anti-Crise… Da Propaganda
«Tenho uma pequena empresa de prestação de serviços. A empresa não tem empréstimos contraídos mas sim alguns, poucos, milhares de euros em depósitos.
Fui contactado pelo meu banco no sentido de fornecer documentação da contabilidade para eles candidatarem a empresa a um programa de linhas de crédito bonificado, não me lembro o nome, era o 3 qualquer coisa.
Disse-lhes que não precisava de crédito mas eles insistiram, dizendo que podia receber o empréstimo com um spread baixo, próximo de zero, e depois sempre podia aplicar o dinheiro em depósitos a prazo e ganhar o diferencial entre taxas (eles têm taxas de juro de depósitos a prazo cerca de 1.5% acima da Euribor).
Então qual é o negócio do banco: financiam-se, ao abrigo deste programa, a euribor menos 1.5 ou 2%, emprestam sem risco a quem não vai meter o dinheiro em projectos de risco e ganham, logo à cabeça, 1.5 a 2%. Ou seja, o estado (ou seja eu com os meus impostos), a pretexto de estar a financiar as PME’s e a economia, está sim a financiar os bancos.
Portanto é extrapolar agora para essa miríade de incentivos que para aí há e ver como está a ser delapidado o dinheiro dos contribuintes.»
comentário publicado e lido aqui (os sublinhados são meus)
Isto faz recordar o mito do crédito bonificado para aquisição de habitação própria, não faz?
Curiosamente, ou não…
Ou ainda…
Ou ainda ainda…



Ainda bem que o joaquim Cunha da PME portugal é contundente nas acusações que faz. Outros como se vê, nao querem ferir muitas susceptibilidades…
Aparecem nas conferencias de imprensa de anuncios de uma qualquer medida, e apressam-se a bater palmas a anuncios que são apenas isso mesmo.